Futurismo e as próximas 3 grandes revoluções da tecnologia

O estudioso do futurismo é um amante dos dados. O Mindset Futurista é data-driven. Todos os insights do futurista são baseados em dados e ATENÇÃO são baseados em dados exponenciais. O desenvolvimento da tecnologia é exponencial. É a Lei de Moore, que afirma que as tecnologias do último século cresceram todas exponencialmente, o olhar humano é que ainda não estava acostumado com isso.

A familiaridade com o absurdo é o cerne principal das previsões. Perspectivas de futuro muito prováveis são na verdade conservadores e possivelmente frutos de um pensamento linear que não faz mais sentido para a evolução da tecnologia.

As 3 grandes eras

A vida humana como se tem notícia, passou por duas grandes revoluções, que marcaram a existência de três eras. A primeira, a era agrícola, permitiu que o ser humano passasse de nômade a sedentário, o que foi um cenário ideal para o desenvolvimento da escrita. A revolução industrial permitiu o surgimento das cidades e um certo nível de escalabilidade na produção. A internet permitiu uma revolução digital que nos transformou em seres exponenciais

Estamos vivendo um período desafiador, de mudança de uma grande era para outra. Nós ainda temos o mindset industrial, que é linear, segmentado, repetitivo e previsível. Linear porque se baseia na linha de montagem, segmentado porque esta linha separa as pessoas em grupos de trabalhos responsáveis por atividades diferentes, de maneira repetitiva e sempre a mesma. A previsibilidade fica a cargo da certeza do produto que é entregue ao final da linha de produção.

Já a perspectiva de trabalho digital é não-linear, conectada, multidisciplinar e exponencialmente imprevisível. A mensagem chega em um canal, vocÊ responde em outro, reage em outro e tudo parece funcionar assim. Conectada não apenas pela presença da internet mas pelas conexões e trocas entre pessoas que se influenciam entre si. Multidisciplinar porque o profissional começa a entender que ao invés de ser um hiperespecialista em uma determinada área, é possível aprender um pouco de várias áreas. As redes também estão menos centralizadas e mais distribuídas e colaborativas. As curvas das novas tecnologias são exponenciais por natureza e nós não sabemos onde está o joelho desta curva.

As 3 próximas eras

Vivemos 3 grandes eras desde o paleolítico, e alguns futuristas preveem que vamos viver a revolução de 3 novas eras nos próximos 20 anos, algumas delas possivelmente simultaneamente. Serão as revoluções GNR: genéticas, nanotecnológicas e robóticas. A revolução genética irá nos permitir romper as barreiras da biologia, a nanotecnológica irá nos permitir modificar a matéria e a revolução robótica, além da tecnologia de hardware, irá introduzir um aprendizado de máquina responsável por uma inteligência capaz de superar a mente humana.

Biotech

A biotecnologia será capaz, em breve, de editar o nosso DNA de forma a corrigir falhas genéticas. Desde doenças até ajustes estéticos. Já pensou?

Nanotech

Com a nanotecnologia, teremos robôs do tamanho de células humanas, trabalhando dentro do nosso corpo ou mudando a forma com que tratamos os nossos produtos tangíveis cotidianos. Imagine uma máquina rearranjadora de átomos onde seria possível colocar uma roupa otimizada e ela ser rearranjada atomicamente para se transformar em uma calça, um sofá ou um jogo de talheres.

Robótica

Robôs antropomorfos já são objetos de estudo há anos e alguns começam a se destacar desde os anos 2000. Atualmente, alguns robôs em forma de animais também tem ganhado destaque. Existe um limite entre o que achamos que seja um robô com traços humanos agradáveis e um robô que nos cause rejeição, como se fosse um zumbi. Mais do que segurança e utilidade, esse limite entre uma aparência agradável e um aspecto incômodo é o maior desafio para os especialistas em robótica atuais. Ao que tudo indica, teremos de nos acostumar com alguns robôs esquisitos por um tempo, antes de chegarmos à uma versão agradável de fato.

Inteligência Artificial

Computadores com inteligência artificial já conseguem simular a capacidade humana para resolver problemas, no entanto, a capacidade de simulação da inteligência humana ainda é algo que ficará para uma evolução a longo prazo. A inteligência artificial ainda não consegue simular a capacidade humana de mudar de opinião e seu livre arbítrio, a menos que tenha sido ensinado isso anteriormente. A grande revolução da inteligência artificial hoje está no IBM Watson e na sua api aberta que permite a criação de diversos produtos acoplados à tecnologia da IBM.

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