O que é futurismo ou futurologia?

Futurologia e Futurismo são duas das diversas áreas não-esotéricas dos chamados Future Studes, o estudo dos futuros possíveis, prováveis e preferíveis, e a visão de mundo e mitologia provenientes deles. Em geral, é considerado como um ramo das ciências sociais paralelo à história, que procura entender o que tem tendências a continuar e o que pode mudar. Por ser muito complexa e abstrata, a futurologia sucinta um debate a respeito de ser arte ou ciência, e muitas vezes é descrita como pseudociência.

A melhor forma de olhar para o futuro é recolher evidências do passado e do presente. Cada disciplina do Future Studies escolhe o seu universo de análise: arte, comportamento, design. O futurismo especificamente pesquisa ciência, tecnologia e o mundo dos negócios.

Como eu estudo futurismo?

A Aerolito fez um curso baseado no Futurismo, apoiado na sua versão de futurismo que foca no estudo do futuro pós-emergente da ciência, tecnologia e dos negócios. Futurismo não é premonitório, e sim, exploratório. É uma disciplina que explora possibilidades, e não tem a postura de prever o futuro, apenas antecipá-lo ou pré-experienciá-lo.

Definição de Futurismo pela Aerolito, empresa pesquisadora da área no Brasil

O futurista estuda, explora, traduz e acelera as possibilidades de futuro visando tomar melhores decisões no presente. Essa exploração consiste em criar o futuro, imaginar cenários, cogitar hipóteses e mergulhar nessa imaginação.

 

Apresentar tais possibilidades para a sociedade é traduzir, de uma forma sensata e adequada, todas as possíveis tendências futuras, basicamente para não enlouquecer as pessoas. O futurista além de cogitar hipóteses de futuro e apresentá-las adequadamente para a sociedade, coloca em prática as suas possibilidades, criando de fato o futuro previsto, acelerando a chegada do cenário e a sua transformação em realidade.

3 tipos de futuro

O tempo pode ser dividido em passado, presente e futuro. O futurismo, por sua vez, divide o futuro em três etapas: futuro emergente, futuro pós-emergente e futuro-futuro.

Futuro emergente é aquele que acontece a partir de hoje, até daqui a cinco anos. O pós-emergente é o que acontecerá daqui a entre 5 e 10 anos. E depois de dez anos, acontece o que chamamos de futuro-futuro. O futurismo costuma explorar principalmente o futuro emergente e pós-emergente.

Abordagens do futurismo

Se as inspirações do futurismo da Aerolito estão entre o Mundo dos Negócios e a Ciência e Tecnologia, ou seja, entre o pensamento exponencial e a busca por um impacto positivo na sociedade, as abordagens desse futurismo, por outro lado, ficam entre o Forecast e a Ficção Científica.

O Forecast é a disciplina que faz previsões, na maioria das vezes para um futuro emergente, baseada em dados e estatísticas. A Ficção Científica é imaginativa, mas frequentemente está vinculada a inovações disruptivas e consegue criar possibilidades que funcionam como metas e objetivos para a Ciência e Tecnologia, que comumente batalha para realizar os sonhos criados pela ficção científica.

O meio-termo entre storytelling e estatística é um dos eixos centrais do futurismo, assim como o pensamento exponencial e a busca pelo impacto positivo. Pode-se dizer que é uma questão de imaginar o futuro sem abrir mão das estatísticas da realidade, e planejar um crescimento exponencial das ideias sem deixar de buscar impactos positivos na sociedade (evitando virar o Mr. Burns, dos Simpsons, por exemplo).

Da mesma forma, o método científico precisa do equilíbrio da imaginação, para conseguir formular novas hipóteses a serem validadas, assim como as inovações disruptivas precisam de padrões reais para fazerem sentido.

O ciclo do futuro

Tudo que é mainstream hoje, virará resquício, sobras e lembranças amanhã, enquanto os sinais de mudança hoje, se tornarão o mainstream de amanhã. Todo mainstream traz sinais de mudança. Quando o mainstream ganha estrutura e cria raízes, deixando um legado, esses sinais de mudança se transformam na mudança de fato,  e acaba se tornando o mainstream de amanhã. Por sua vez, o novo mainstream traz consigo novos sinais de mudança, recomeçando o ciclo.

Charles Handy, futurista britânico, no seu livro The Second Curve, fala sobre esse ciclo, e olha para as tendências atuais do capitalismo questionando sua insustentabilidade, e os perigos de uma sociedade apoiada em crédito. Ele desafia o mito da necessidade de crescimento a qualquer custo, questiona nossos papéis na vida, como estudantes, pais, trabalhadores e eleitores, e qual seria o âmago da sociedade ideal no futuro.

Grandes nomes do futurismo

Se você gostou do que leu até aqui e quer saber mais sobre futurismo, aqui estão alguns autores da área para pesquisar:

Thomas W. Malone, autor de The Future of Work
Ray Kurzweil, criador do teclado Kurzweil
Charles Handy, autor de The Second Curve
Alvin Toffler
Jim Dator
Richard Slaughter
Aubrey De Grey
Kevin Kelly
Panagiotis Peter Jamanis
Jamais Cascio
Peter C. Bishop

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