Começando uma história do zero

Para transformar uma ideia em roteiro é preciso desenvolver a obra seguindo 3 pontos principais: criação, técnica e foco. A criação é a sua visão sobre a vida e a relevância dela. A técnica é o método que você irá utilizar para atravessar a jornada que vai da sua ideia até a transmissão dela para o público. E foco é a sua estratégia, o seu plano narrativo.

Tenha uma premissa

A criação depende necessariamente de uma premissa. A premissa é ponto ou ideia de que se parte para armar um raciocínio. Por exemplo, a comédia atual evoluiu bastante, desenvolvendo o conceito de Set up & Punchline, que agora valoriza mais a premissa da piada, utilizando pontos de vista alternativos para gerar humor. Uma mesma premissa pode ser a base para diversos tipos de histórias, mas é importante que ela surja com um universo narrativo agregado.

Você precisa de um gênero

Gênero é uma questão de alinhamento de expectativas. Quem escolhe um filme dos Trapalhões quer ver uma comédia pastelão, se for apresentado a outro gênero, dificilmente sentirá apreço pela obra. Alguns tipos de gêneros são:  Épico (conta o passado e as grandes conquistas de um povo ou personagem), Lírico (forma poética, onde são expressas emoções. Rico em figuras de linguagem), Dramático (os personagens agem dentro da história sem a presença de um narrador, movidos pelos próprios acontecimentos), Drama (verossimilhança com a vida real, não necessariamente um filme triste), Comédia, Terror, Crime (noir), Ação/Aventura, Ficção Científica e Fantasia.

Cuide bem dos personagens

Os personagens precisam ser criados com profundidade. São eles que irão levar a sua mensagem até o publico. Os Arquétipos (do grego arché: marca ou impressão) representam as funções dos seus peronagens na história. Um mesmo personagem pode representar diferentes arquétipos em diferentes momentos, cada função é uma máscara que o personagem assume em determinado momento. Enquanto para sua amante, determinado personagem pode ser um mentor, para o seu chefe ele pode ser o antagonista. É importante construir o passado dos personagens, dividindo-os em planos ou esféricos, onde os primeiros possuem poucos detalhes do passado e os esféricos são ricos em elementos e, geralmente, os principais. É preciso que eles tenham um arco dramatúrgico, ou seja, uma sequência de situações que os guiarão em uma mudança.

Plot & Storyline

O plot cria a alma da sua premissa e resume a sua história em uma linha. É o seu personagem principal, com um desejo e um conflite. A mocinha (protagonista) quer casar com o mocinho (desejo) mas ele é um mosntro (conflito).

Storyline aprofunda um pouco o plot e pode ser visto como um resumo da história em 3 a 5 linhas, dividido em 3 atos, com 1 incidente incitante e 2 pontos de virada . Bela está cuidando do seu pai doente (primeiro ato / mundo comum) quando se perde na floresta e encontra um castelo (incidente incitante). O castelo é encantado (segundo ato) mas o dono é um monstro que a proíbe de sair (ponto de virada). Os dois se apaixonam e Bela descobre que há um feitiço (terceiro ato). Bela tenta quebrá-lo e é bem sucedida (ponto de virada / ou tudo ou nada). E viveram felizes para sempre (dénouement).

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