O que é moda, não-moda e antimoda?

Moda não é só roupa, ok?

Moda envolve tudo que a sociedade cria com base em hábitos e sentimentos. Você pode imaginar que ela deveria estar ligada com moral e ética então. Pois é, está.

Durante a crise americana, as mulheres as desenhavam as meias nas pernas.

Na idade média, por exemplo, como a moral era ditada pela igreja, as pessoas cobriam todas as partes do seu corpo. Hoje em dia, economia e tecnologia tem um peso tão grande na moda quanto a religião tinha na idade média. A moda pode ser vítima da economia ou ser usada como uma ferramenta política.

Não moda e Antimoda

A não-moda diz respeito a indumentárias submetidas a regras, como a burca da religião islâmica, roupas de astronautas, fardas, kimonos, etc. A antimoda são movimentos que surgiram contrários a moda, como o estilo dos hippies, punks… Curiosamente, esses movimentos acabaram virando um tipo de moda também.

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Enquando a moda tem relações com mudanças, a não-moda tem tendências tradicionalistas de perpetuação. De um lado,  a novidade e o efêmero. Do outro, a tradição e a continuidade. A moda traz novos discursos, socializantes e diferenciadores, enquanto a não-moda mantém um discurso único, socializador, com base na normalização e numa individualização subjugada a crenças ou valores. Moda é sobre tempo e pertencimento, enquanto a não-moda é sobre perenidade e obediência. A moda também é reflexo de diferentes classes sociais e possibilidade de ascensão, objeto direto do capitalismo.

Primavera Verão Outono Inverno

Esqueça essa divisão. A moda deixou de se guiar por estações desde o advento da globalização. No entanto, ela continua refletindo os sentimentos e as necessidades da sociedade em determinados momentos. Então ela vai continuar mudando. Sempre.

 

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